quinta-feira, 10 de junho de 2010

A mais estranha história que alguém já escreveu

1996, lato sensu, o gordinho e a gordinha que adoravam cantar na hora do recreio.
Ele gostava da minha melhor amiga e eu o consolava. A gente se chamava carinhosamente de 'mizade'. No auge da rejeição, rolou nosso primeiro beijo. Tocávamos muito violão. Aprendi pra caramba com ele. Não esqueço aquele show do Djavan. Só nós dois. Eu com 16 e ele com 15. Onde nossos pais estavam com a cabeça pra deixar a gente sair sozinhos? Ah, sem problemas... 'A Dione tá com o Álvaro e o Álvaro tá com a Dione'.
Ter os pais nos apoiando era muito massa! Falando em pais, que tal ensaiar "tempos modernos" pra nossa super platéia de porta-retratos? E que tal ser pega no flagra correndo do quarto pro banheiro? (tenho raiva dele até hoje por causa disso!).
Ele sempre foi muito romântico e cuidadoso, inclusive quando me levava pra jantar e PRENDIA MEU DEDO NO VIDRO DO CARRO. E eu tinha maior orgulho dele quando ele chegava de bermuda, camiseta e SAPATO SOCIAL COM MEIA BRANCA. Inúmeras tosquices. Minhas e dele. O Ruy e a Vani. E a gente se amava assim.
Em 2004 o romance acabou. Ficamos com nossos corações em pedaços. -"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre sem saber que o pra sempre sempre acaba?" - Qualquer pessoa largaria mão e seguiria sem olhar pra trás. A gente não. Se tudo começou com 'mizade', pra que jogar todos esses anos no lixo? Deu muito trabalho. Muita conversa, análise, distância, boteco, tentativa frustrada de perdão, ombro amigo, cerveja, novos amores, músicas, mais distância... e chegou 2006. 10 anos depois da gente ter se conhecido, estávamos ali frente a frente. Obviamente mais maduros. Já com os maus sentimentos sepultados e com os bons renovados. Eu tinha o meu 'mizade' de volta. E desde então, ele nunca mais saiu da minha vida. E o nosso repertório nunca mais se repetiu. Quer dizer, "outra vez" do Roberto sempre caberá, afinal foi "A MAIS ESTRANHA HISTÓRIA QUE ALGUÉM JÁ ESCREVEU".

2003 - O casalzinho aprendendo a beber

2009 - Os mesmos 'mizades' gordinhos de 13 anos atrás e o nosso belo estoque pra um feriado maravilhoso.

Parabéns. O dia 1o de junho sempre será um dia importantíssimo pra mim tbm. Você sabe, mas não custa nada reafirmar: eu te amo demais da conta e tenho muito orgulho de fazer parte da tua vida. Semana que vem te dou aquele abraço de urso!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Morrendo de frio 2010

Agora é oficial. Morrendo de frio temporada 2010!
5 blusas, 3 calças, 2 luvas, 2 meias, 4 camadas de cobertas... não adianta, eu sempre estarei congelada.
Raquel escolheu justamente a época mais fria do ano pra passar férias aqui comigo... tivemos momentos bastante depressivos debaixo das cobertas. Ambas sem coragem de tomar banho (mesmo com chuveiro elétrico) e sair de casa pra fazer algo. Os "deliverys" agradeceram.
O nariz arde. As bochechas ficam vermelhas e queimadas pelo vento frio. Os dedos parecem não existir mais. Lavar louça é método de tortura. Lavar roupas??? Só se for pra usá-las daqui uma semana, que é quando elas talvez estejam secas. A fome aumenta. O tesão diminui. A gente se atrasa pq a cama só fica quentinha e gostosa de dormir na hora que a gente tem que acordar. Álcool e cigarro esquentam??? Pura ilusão! O frio dói. Machuca. Dá vontade de chorar. ODEIO.

Madrugada do dia 1º de junho, Curitiba.