Ganhei de aniversário vários presentes bacanas e um dos mais empolgantes foi voltar a prestar serviço pro Cetam. Desde que me formei, em 2007, vinha fazendo viagens pelos municípios para dar aulas pros cursos técnicos de enfermagem. A jornada começou em Nhamundá. A viagem mais difícil e mais longa... 50 dias totalmente out! Os botos do rio que passava no meu quintal me encantavam todos os dias. Quando voltei pra Manaus, tinha medo do trânsito, odiava entrar em shoppings e falava "maninho" pelos cotovelos. Depois tive a oportunidade de voltar a Benjamin Constant, onde eu tinha feito meu internato rural pela faculdade. Delícia de viagem! Pude rever vários amigos e conhecer uma em especial, Nairinha. A terceira viagem foi pra Urucurituba. Meu primeiro aniversário longe de casa. Numa quermesse pra ser mais específica. Em Lábrea foi massa! Éramos 5 professoras dividindo moradia. Nairinha e seu violão estavam no meio. As noites na "churrascaria" eram bem animadas. O tempo voou. Logo eu estava em Canutama. Logo não... além do trecho aéreo, tive que passar mais 24 horas numa balsa pra poder chegar. Lá se foram 45 dias. Fiz uma viagem com os alunos pra fazer atendimento num vilarejo muito pobre. Foi demais. Depois de ter que ir ao Acre de avião, consegui chegar em Ipixuna de lancha. Conheci o Dr. Jander que tocava Chico Buarque no violão e nos tornamos amigos. De noite, o Seu Barroso, dono do restaurante, ficava me esperando com a sopa quentinha. Veio Alvarães. Fiquei hospedada num segundo andar de frente pro cemitério. Nem preciso dizer que tinha problemas de noite, né? Cheguei em Barcelos no início de dezembro e já tava me sentindo de férias. E como não? Aquele lugar é um paraíso! Contemplar aquele pôr do sol todos os dias era sagrado! E, finalmente, há 25 dias eu chegava em Maraã. Cidadezinha bem isolada, há 5 horas de lancha de Tefé. Depois de ter vivido a experiência de Curitiba, eu achei um barato voltar pra essa vida simples e cheia de paz. Como sempre, fui MUUUITO bem recebida pelos moradores e pelos meus alunos. As palavras e os gestos das despedidas me fazem querer voltar sempre. E que assim seja!!!
Algumas picadas de mosquito que ganhei em Alvarães. Um dos babys que eu quis pra mim em Canutama. Alunos em Barcelos. Os companheiros de Benjamin Constant: Sílvia, Gigle e Edilson.
Muitas horas de barco. Visitas domiciliares. Campanhas nos hospitais.
Despedida no aeroporto de Barcelos. Ganhando presente de alunos em Ipixuna. As 5 companheiras de Lábrea: Maria, Eveline, Naira (que não está mais entre nós) e Luciele. Alunos de Lábrea..jpg)